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“Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir nesse mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai ferí-lo. Eu aceito minhas escolhas.”

Trecho do livro “A Culpa é das Estrelas”, de John Green

Gosto muito de ler e tento andar sempre bem acompanhada com um livro na bolsa para me “salvar” e uma surpresa boa que tive no começo do ano foi a leitura do best-seller “A Culpa é das Estrelas”, do escritor John Green. Era o “livro do momento” e eu, confesso, estava meio receosa de ler um romance tãaaaaao com cara de adolescentes. Logo eu, que tenho como livros prediletos os infantis “O Pequeno Príncipe” e “As Crônicas de Nárnia”, com um preconceito tão bobo. A leitura foi rápida, terminei em três dias e me apaixonei pela beleza, ironia e profundidade da história de Hazel Grace e Augustus Waters, dois adolescentes com câncer que se conheceram em um grupo de apoio.

E antes de falar sobre o filme, fiquem tranquilos que eu não dou spoilers! 🙂

O filme é fiel ao livro, mesmo que pule alguns detalhes (que na leitura são importantes), a trama se desenrola de um modo muito parecido com o romance de John Green. Eu reconheci praticamente todas as frases marcantes e dava risada ou uma lágrima já rolava antes de algo acontecer, porque já sabia as falas. Isso não quer dizer que você precisa ler o livro antes de ir ao cinema. Normalmente faço parte do time que acredita que o livro é sempre melhor que o filme, mas uma coisa não anula a outra.

Dirigido por Josh Boone, o filme tem duas horas de duração e não é cansativo. Tudo começa igual ao livro: a mãe de Hazel acredita que a filha está ficando depressiva e sugere que ela saia mais, viva mais, faça coisas “da idade dela” e ganhe novos amigos. Hazel tem câncer desde pequena e uma coisa que você aprende logo no início do filme: ela é extremamente inteligente, bem humorada e nada de sentir pena por conta da situação dela, ela não quer isso e faz questão de lembrar que dores devem ser sentidas. Ao seguir o conselho da mãe, Hazel vai a um grupo de apoio para pessoas com câncer e conhece Augustus.

A amizade dos dois vira uma linda história de amor e eles vivem boas aventuras juntos, aprendem um com o outro, compartilhando livros prediletos e seus maiores medos e desejos. Um dos maiores medos de Gus, como Augustus é chamado, é de cair no esquecimento. Já Hazel se considera uma granada e quando explodir quer machucar o menor número de pessoas possível. Junte todos esses ingredientes como uma trilha sonora fantástica que tem Kodaline cantando a linda “All I Want”, Ray Lamontagne e sua voz sentida em “Without words” e a banda One Republic que faz sucesso com “What you wanted”.

Para escrever o livro, John Green se inspirou em Esther Earl, a quem dedica o livro. E se depois de ler “A Culpa é das Estrelas” ou assistir o filme, você quiser saber mais sobre a história de Esther, sugiro a leitura de “A estrela que nunca vai se apagar”, que é um livro que reúne trechos do diário de Esther. O livro já está na minha lista para próxima leitura 🙂

Então, se quer conhecer um pouco mais dessa história, no dia 05 de junho corre para o cinema para assistir “A Culpa é das estrelas”.  Ok? Ok.

[Sara assistiu ao filme em primeira mão a convite da Fox 😉 ]
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Sara Martinez, 30 anos, jornalista, cristã, “mãe” do cachorrinho Billy. Escreve sobre o amor que sente por São Paulo no @pelocentro, onde compartilha dicas da cidade juntamente com sua irmã. Gosta de desenhar palavras coloridas no @fasesinfrases. É maratonista profissional de seriados no Netflix, inscrita em mais canais do que consegue assistir no YouTube e leitora apaixonada. No Twitter e Instagram: @sarafcmartinez.

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