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Após ter uma primeira edição bem-sucedida, a Comic Con Experience (CCXP), feira de quadrinhos, séries de TV, cinema e games, abriu os portões nesta quinta-feira (3) no antigo Centro de Exposições Imigrantes. O evento acontece até domingo, 06/12/2015, com expectativa de público no melhor estilo São Paulo: 120 mil fãs nos quatro dias. E foi num clima bem paulistano (com filas homéricas e lentas, num bom e velho congestionamento) que a gente chegou ao primeiro dia supernerd.

  
Como falei na minha foto da chegada, foi um exercício de paciência nerd. Depois, já passeando na feira, foi uma overdose de nerdices. Stands de marcas que reconhecemos como nerds e geeks, uma quantidade obcena de itens Star Wars, alguns locais infantis buscando a criança em cada um, tudo nos encanta e assusta um pouco. É daqueles locais em que parece impossível não se entregar e consumir, nem que seja só absorver cultura (pop) pelos olhos e ouvidos. 

 
Mas também tem um universo maduro e interessante de trabalho. Das produções como as originais do Netflix às mesas de autógrafos de cartunistas brasileiros, passando pelos incríveis painéis com grandes nomes da indústria dos quadrinhos, tudo estava ali, palpável, vivo e ao vivo. 

Eu e meus filhos adolescentes, amantes dos quadrinhos, tivemos momentos fora de série vendo o papo entre os roteiristas Mark Waid e Ivan Reis. 

  
E essa é das coisas incríveis de eventos como a #CCXP: ouvir um roteirista ao vivo, de pertinho e rir das piadas que ele conta. 

Sabem porque o Flash gosta de ser um herói 24h por dia, 7 dias por semana? Porque Mark tb ama seu trabalho o tempo todo!

😍

Para quem não ligou o nome dos quadrinhos, Waid é famoso escritor de histórias do Captain America, Superman: Birthright e The Flash. 

Waid, Reis e a plateia apaixonada me mostraram que o Universo Marvel pode estar em alta, mas a DC Comics não morreu. Afinal, quem tem Superman nunca morre. 

  
A defesa que Mark Waid fez de Superman, seu herói favorito, me emocionou. 

“Ele vive em um mundo de papelão onde qualquer coisa que ele fizer errado pode arruinar tudo. Ele pode fazer qualquer coisa e ninguém pode pará-lo quando põe a capa e a fantasia e mesmo assim ele prefere colocar os óculos para que as pessoas gostem dele por quem ele é e não pelo Superman. Isso lembra quando era menino e estava crescendo, por que o Superman é o exemplo da pessoa certa e de como um homem deve ser.”

Lindo né?

Por isso amamos o mundo nerd. Para alguns pode parecer cruel, violento e até fútil. Mas nos dá esperança no mundo e ativa o herói em cada um.

  

P.S. Dá para levar crianças? Dá, o stand Mattel (com esse mundo Minecraft) está lindo. Muita gente levou. Eu não, fui S com os adolescentes. Mas tem atrações: uma das maiores filas era para a piscina de bolinhas gigante Procurando Dory, aquela amiga do pai do Nemo. A patinação de Era do Gelo estava animada, assim como o setor de promoção do filme do Snoopy e os shows gritantes e estridentes de Alvin e os esquilos. Nenhuma criança, grande ou pequena, estava chateada. Mas cansa muito!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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