a vida quer

Sabem aquela velha história do Velho do Saco? Não sei bem quais nomes este personagem tem nas demais regiões do Brasil, mas lá no Paraná, onde passei a minha infância, quando alguém queria deixar a gente com medo dizia: “olhe, lá vem o homem do saco”. Quer dizer, quando eu era pequena mesmo, tinha até um velhinho sobre o qual todas as crianças da rua tinham histórias e em cujo quintal (enorme) estavam as melhores árvores frutíferas, sempre, claro, super carregadas. A casa dele era de madeira, acinzentada, e ninguém tinha coragem de bater lá, nem que “aquela bola” do jogo caísse no terreno.

Pois eu lembrei muito destes momentos de infância quando fui assistir no cinema “A Casa Monstro”, novo filme de animação de Steven Spielberg, ainda em cartaz. O velhinho até lembrava levemente meu ex-vizinho na pequena Siqueira Campos, mas não nos traços, pois o personagem do filme parece o mal em pessoa e o “meu” velhinho no fundo era super bonzinho. A impressão que tive do dono da Casa Monstro não era infundada, mas eu nem pensei que a Casa em si fosse viva e tão assustadora.

Fomos ao cinema porque a Himawari, filha de minha amiga Sayuri, falava do filme há semanas. Ela é companheira inseparável dos meus filhos Enzo e Giorgio, então uma sexta-feira à noite as mães foram ao programa “lanche + cinema” no shopping para ver a tal Casa. Li a sinopse, a censura era livre e não tinha fila no caixa: tudo perfeito. Até entrarmos na sala e o filme de fato começar. Foi realmente assustador, em menos de um minuto, Giorgio, 4 anos, e Hima, 5, se escondiam no colo das mães. Enzo tapava os olhos, mas tentava ver, num misto de medo e curiosidade. Agüentamos quinze minutos esta tortura e saímos, sob os protestos do Enzo que, aos seis anos e meio já está numa fase mais próxima deste tipo de entretenimento. Detalhe: nem mesmo quando tinha o Giorgio bebê (nosso primeiro filme no cinema foi Simbad, quando ele tinha 9 meses), nós tínhamos saído antes do filme terminar.

Censura livre
Abandonei a sessão e fiquei pensando: porque será que era censura livre? Tinha que ter algum aviso para os pais de que não era indicado para crianças muito pequenas, pois nem mesmo nos artigos de jornais no lançamento eu imaginei que o filme não seria bom para os meus filhos. Enfim, como a censura mais parte de 10 anos e este filme não soou tão estranho para o Enzo com 6, tive que admitir que a censura teria que ser feita pelo bom senso da mãe.

Agora Sayuri e eu sempre que falamos de cinema dizemos em uníssino: “desde que não seja A Casa Monstro”! Virou uma piada para nós. Mas também ficou um gostinho de quero mais, tenho certeza de que assim que sair em DVD para locação, Enzo e eu vamos pegar para conferir o que não pudemos ver naquela ocasião.

Qual é a história?
Três crianças notam que uma casa em seu bairro é muito estranha. Tudo começa na véspera do Dia das Bruxas, quando DJ Walters, 12 anos, e seu amigo comilão de doces, Chowder, se deparam com o Senhor Nebbercracker depois que a bola de basquete dos dois cai no terreno dele e some misteriosamente para dentro da casa. Depois da bola, a casa tenta devorar Jenny, nova amiga deles. Como ninguém acredita no trio amedrontado, cabe a eles investigar o mistério.
O filme foi classificado como uma “animação perfeita” pela crítica e conta com o que há de melhor em tecnologia de animação. Os personagens, embora sejam bonecos desenhados, falam, andam e agem fisicamente com a mesma sincronia de seres humanos, como no filme Expresso Polar, conto natalino da mesma dupla (Steven Spielberg e Robert Zemeckis).

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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