A Cabana


Depois de uma semana super cheia de compromissos, passei um domingo de descanso em casa ontem, cozinhando com meus amores, vendo TV e lendo.  Ganhei de presente da mamãe o livro A Cabana, de William P. Young (editora Sextante, 2008), que ela leu recentemente e adorou. Quando tomamos café na Livraria Cultura do Conjunto Nacional na sexta-feira, ela fez a surpresa – e delicadeza – de comprar para mim, aproveitando minha distração com as crianças. Não concluí ainda de que se trata, mas a dedicatória da minha mãe me deixou curiosíssima:

“tenho certeza de que será uma resposta especial a uma questão que há muito está no seu coração”

Pelo que li ontem, o filme vai tocar fundo na minha fé e usa um roteiro hollywoodiano para isso. Li o seguinte sobre o a história:

A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, “A Cabana” invoca a pergunta: “Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?” As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.

P.S. Vai parecer surreal, mas minha fé não discute os motivos de Deus. Ela é cega, o que muitas vezes decepciona quem me conhece e cria uma imagem de mim como intelectual antes de me ver como uma pessoa de fé. Ainda existe um preconceito forte de que cultura não combina com religião – pode ser meia verdade, afinal, não frequento nenhuma igreja – e fico triste, porque preconceito é sempre ruim.

P.P.S. Não vi quando custou meu presente, mas me surpreendi com o preço do livro hoje no Submarino: R$ 15,99. Realmente, só não lê quem não quer.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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