destaque / entretenimento

Num cenário parisiense do ano de 1869, uma pequena sonhadora torna-se gigante. A menina órfã toma uma atitude arriscada para conseguir o que quer: foge para Paris para realizar o sonho de ser uma grande bailarina. Lá ela decide se passar por outra pessoa, e consegue uma vaga no Grand Opera, onde vai aprontar muitas aventuras. Em sua jornada ela conhece pessoas, faz amizades e passa por alguns desafios…

A animação A Bailarina, um dos lançamentos das férias de verão de 2017, é um convite ao mundo onírico de uma fase da infância em que tudo é possível pois o ser humano já tem vontades e habilidades e ainda não experimentou grandes fracassos que desanimem de tentar tudo que deseja.

A época em que se passa o filme é especial, final do século XIX, no auge das invenções e das oportunidades criadas pelo avanço tecnológico, científico e econômico.

O tema é especial: o sonho de ser artista, de atuar numa profissão para poucos, de ter reconhecimento num trabalho de importância social e ao mesmo tempo inatingível para quem não nasceu em berço de ouro.

O universo parece duro: crianças órfãs. Mas o que, à primeira vista, parece sinalizar um filme depressivo, que foca nas dificuldades da vida dos órfãos Felicie e Victor, transcende o que falta e foca no que sobra: a confiança de que podem realizar seus sonhos.

victor-amigo-da-felicie-a-bailarina

Os personagens são fora do comum, com as figuras de pai e mãe são diluídas e vividas no relacionamento de amizade e mentoria, como a faxineira Odette, que se torna professora de balé, o professor do teatro, Merante, que tinha afinidades com a Bretanha dos órfãos, o cuidador das crianças no orfanato, a madre superiora. Cada adulto, de certa forma, compõe parte da imagem da figura paterna ou materna que falta aos personagens, trazendo um pouco da nossa vida, do nosso jeito e das nossas desventuras pessoais.

E a ideia era essa, como explicou Gabriel Gurman, da Paris Filmes:

“Esperamos que a animação conquiste crianças, jovens e adultos. O filme fala de sonhos e dialoga com todas as idades. Notamos que o público foi contagiado pelos momentos de aventuras e perseverança da trama. Tanto as crianças quanto os adultos estão se divertindo durante as sessões e comentaram da qualidade da animação.”

Nesta linha, dentre as ações da Paris Filmes, como convidar a bailarina Claudia Mota para ser embaixadora do filme no Brasil e convidar crianças do Instituto Novos Sonhos, na região da Cracolândia, para viver um dia cheio de encantos com aula de balé e sessão de filme, uma envolvia pais e filhos num ambiente de criatividade livre: uma oficina de musicalização.

No dia do lançamento oficial de A Bailarina O Filme, a Otagai Mídias Sociais reuniu mães e filhos na sede da Paris Filmes em São Paulo para uma sessão VIP da animação infantojuvenil, seguida de uma atividade musical com a cantora e educadora musical Raquel Braga, acompanhada do violinista e flautista Felipe Lemus.

As atividades criativas ressaltaram os valores do filme: a amizade, a doçura das desventuras, erros e acertos, o significado do coletivo para concretização dos objetivos e o afeto que nos une.

Enfim, deu para perceber que eu gostei do filme. E recomendo para várias idades – meninas em todas as faixas etárias, nem preciso dizer, pois Felicie quer ser bailarina, mas é uma menina moleca! – inclusive para os pequenos, pois a história é singela.

😉

 

Você pode gostar também de ler:
O cineasta Rafael Primot juntou um elenco incrível pra contar histórias de amor. Com Maria Luisa
Desde que fiz meu primeiro detox digital, num verão há alguns anos, eu tenho descoberto
Como lembrou Francisco Russo no Anime Pop, “o bom anime japonês tem por tradição lidar
Eu vi nascer o Fórum Cristão de Profissionais. Estava no culto num domingo em que
Numa semana em que vi discussões sobre censura, política e fé pública (discutindo se líderes
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas