A árvore da minha família #100coisas

Quando Enzo era bem pecorrucho, ainda antes do Giorgio nascer, um desenho (ainda em VHS, creiam!) era o favorito lá em casa: Tigrão, o filme, mostrava o amigo maluco do Ursinho Pooh buscando seus parentes tigres. A busca, emocionante e cheia de canções que decoramos e cantarolamos por muitos anos, mostrava a ansiedade do personagem em se identificar com alguém, compreender seus comportamentos, encontrar suas motivações e, acima de tudo, fazer parte. Ao final a gente descobria o que os pais já sabiam: Tigrão é da família do menino que é o dono dos bichos de pelúcia e por isso mesmo parte de uma imensa família diferente.

Toda esta reflexão voltou à minha mente com o desafio da semana no 100 coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam que é fazer a árvore genealógica da família. Já fizemos esta atividade para escola, tanto com Enzo quanto com Giorgio, mas hoje foi o mais velho (sempre eles, os que passam as tradições para frente, não é?) quem quis assumir a brincadeira. Fomos direto para nossa parede de desenhar a giz e os “personagens” da nossa história familiar foram surgindo, como podem ver no vídeo que está aqui no post. Depois do desenho, que não fez uma árvore normal, mas sim um gráfico com rostinhos, recontamos um pouco deste século da nossa família.

101 anos separam Enzo do seu bisavô mais velho, o meu “ditian” (palavra para vô em japonês), que nasceu em Fukuoka no Japão em 1899, conterrâneo da minha “batian” (vó em japonês) Matsuno, de 1902 em Niigata. Os dois se conheceram aqui no Brasil, casaram e tiveram 8 filhos, sendo meu pai o penúltimo, nascido em 1942. Do meu lado ainda tem meu outro avô, Juca, que nasceu no Paraná em 1904 e sua esposa, Maria Augusta, a vó Gorda (tadinha, a gente chamava assim, mas ela tinha um colo gordinho fora de série!), pais da minha mãe, Lúcia Itamara.

Os avós do Gui são filhos de portugueses, vô Indalécio e vó Leonora (vó de Pelúcia, segundo os netos, que lembram dela com verdadeira adoração!), os pais do Manézinho que foi personagem do nosso conto de fadas, lembram-se? Já a vovó Sônia é neta de italianos (os pais do “biso Nené” vieram de Cremona) e filha de espanhola, a bisa Carmen, que é a única bisavó viva e fez 97 anos no dia 29/07.

As crianças se veem um pouco em cada um! Tem gente que acha o Giorgio a minha cara e eu sempre respondo que ele é a cara do biso e puxou a família italiana da minha sogra. E é mesmo! Por outro lado, ele tem sobrenome japonês e muita gente faz piada de que “de japonês não tem mais nada”, mas tem! Fica uma bagunça no papo e quando não encontramos semelhanças físicas, certamente achamos comportamentos idênticos, manias, coisas que lembram um tio, outra tia e até os primos, que são outros galhos desta imensa família!

Aposto que aí na sua família também tem muitas histórias assim, que mesclam dois ou mais lados e reforçam o carinho e o senso de pertencimento.
Compartilhe com a gente!

 

Royal e AVidaQuer 100 coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam

Post da série na qual, por 20 semanas, brincaremos fazendo atividades propostas com o mote “100 coisas para fazer com seu filho antes que ele cresça“.
Acompanhe a série no @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae @pontecialtweet @RoLippi e @cozinhapequena e na fanpage da Gelatina Royal que nos convidou para brincar!

[update]
Achei um dos vídeos do filme! “Como ser um tigre”…

E “Alguém como eu”…

[/update]

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook