80 anos de Audrey Hepburn ganha exposição em Sampa

Minha mãe sempre me falou de Audrey Hepburn com um respeito e admiração por sua elegância, classe e indiscutível altivez – lembram-se de sua transformação em My Fair Lady (1964, dirigido por George Cukor)? Minha mãe usou este filme para me ensinar que embora muita coisa seja herdada, venha de um “bom berço” (ela sempre falava o ditado “o que o berço dá, nem o túmulo tira”), sempre é possível nos aprimorarmos, basta aproveitarmos as oportunidades.

Breakfast at Tiffany’s (1961, baseado no livro do sempre polêmico Truman Capote) resultou no nome da minha irmã caçula. E deve ter sido um grande “risco” que a atriz correu, saindo de sua postura de princesa – amei A Princesa o Plebeu, no original Roman Holliday, de Willian Wyler, no qual uma Audrey tão jovem contracena com o mito que era Gregory Peck em 1953).

roman holliday audrey hepburn gregory peck.bmp

E o que dizer de Sabrina (1954, dirigida por Billy Wilder, com Humphrey Bogart e Willian Holden, que depois tentou ser refilmado na década de 1990 mas sem o mesmo glamour, claro)? Eu amei este filme! E a moça dividida entre dois irmãos tão diferentes era um clássico tão lindo para época! (sim, porque hoje ela teria ficado com ambos, as convenções são outras)

Todas estas lembranças me vieram à mente porque soube (indicação da @cintiacosta) que uma exposição em Sampa celebra os 80 anos da mais bela atriz da história do cinema. O aniversário foi em maio (e a atriz faleceu em 1993), mas ainda está em tempo de homenagens. A assessoria começava seu texto relembrando que o conceito de “pretinho básico”, hoje sinônimo de elegância e simplicidade, se imortalizou graças à atriz que usou o famoso modelo Givenchy no filme Bonequinha de Luxo (Breafast at Tiffany’s).

bonequinha-de-luxo

A exposição, que fica no Santana Parque Shopping (Rua Conselheiro Moreira de Barros, 2.780, SP-SP) até 30/09, é organizada pelo Senac-SP e reúne criações inspiradas nos figurinos de suas personagens nos filmes A Princesa e o Plebeu (1953), Sabrina (1954), Guerra e Paz (1956), Cinderela em Paris (1957) e Bonequinha de Luxo (1961). Os trajes foram reproduzidos por alunas e ex-alunas do curso de Modelagem do Centro Universitário Senac, em São Paulo, que aceitaram o desafio de, a partir da análise dos filmes, identificar como cada peça foi feita e qual tecido reproduziria melhor o efeito das telas, na vida real.

P.S. Uma outra visão de Audrey, que também me foi apresentada por minha mãe, é do filme Robin and Marian (1976, de Richard Lester), que mostra o famoso casal Robin Hood e Lady Marian já maduros, se confrontando, com uma cena em que ela cobra de Robin o sumiço dele por tantos anos, dizendo “porque não me escreveu” e ele (interpretado por Sean Connery) responde: porque eu não sei ler! Um retrato fiel e ao mesmo tempo doce da realidade da baixa idade média. 🙂 Recomendo.

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook