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Na minha terra hoje é dia de de UFC e um dos ídolos dessa categoria não estará lá por uma questão de saúde. E é um caso de pessoas comuns, nada ligado às lesões profissionais.

“Anderson Silva pensou que estava com uma simples dor de barriga quando foi ao hospital na terça-feira (10/05) pela manhã. No mesmo dia, com fortes dores abdominais, o atleta de 41 anos descobriu que sofria de uma colecistite aguda, inflamação da vesícula biliar responsável por cortá-lo do UFC Curitiba com apenas quatro dias de antecedência. Se tudo correr bem, o ex-campeão dos médios (até 84 kg) terá alta na sexta-feira (13/05). O tempo de recuperação total varia entre quatro e seis semanas.”

Segundo li, o atleta achou que era dor de barriga, que estava mal do estômago, que comeu alguma coisa estragada, daí o quadro foi piorando. Com febre e dor, Anderson fez exames de sangue e, pasmem!, nada de extraordinário foi detectado. Foi o médico pessoal dele que insistiu em buscar outro diagnóstico e, num outro hospital, a colecistite aguda foi diagnosticada.
Na minha humilde opinião leiga, esse comportamento do Spider é típico dos homens de #meiaidade: ignorar dores e protelar a ida ao médico. Mas teve também uma falha de diagnóstico – infelizmente cada dia mais comum! 

Fui saber mais do caso que acomete com mais frequência mulheres em período fértil, obesos e indivíduos com idade entre quarenta e cinquenta anos. A dieta rica em gorduras é um comportamento de risco, assim como as perdas ou ganhos de peso rápidas e a diabetes mellitus.
E quais sintomas devemos observar?

– Dor epigástrica (acima do estômago) ou no quadrante superior direito abdominal. Pode ser intensa (“excruciante”) ou leve, e ocorre em ataques repetidos ou cólicas.

– Febre baixa.

– Anorexia (falta de apetite).

– Náuseas e vômitos. 

– A icterícia se surge sugere obstrução mais baixa no canal biliar comum.

A confirmação é com ecografia, observando-se espessamento significativo da parede do órgão. Se possível é também localizado o cálculo responsável.

E detalhe: nem todos os sintomas surgem em todos os casos. Em crianças pequenas e idosos pode ser quase assintomática. 


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