500 days of Summer – ou this is A Story Of Boy Meets Girl

Na vernissage at home da Inverse eu falava da minha mania de ouvir The Smiths e meus amigos musicais @zeoffline e @djmisscloud me impuseram uma tarefa para o final de ano: ver 500 Days of Summer. Nem me falaram os motivos, apenas insistiram que, gostando de Smiths, eu tinha que ver.

Lá fui eu né? Sem spoiler eu posso dizer que é a história do cara que conhece a moça e se apaixona.

Ponto final? Talvez, mas não importa o final e sim o vai-e-vem com o qual não conseguimos não nos identificar em algo. Mesmo quem não perdeu a fé no amor e nos relacionamentos como Summer, nem é um romântico inveterado como Tom, já refez mentalmente momentos de um relacionamento que deu errado (no caso dele, 500 dias com ela, título do filme em português) e em suas reflexões descobriu novas (ou as verdadeiras) paixões na vida.

Na época  do lançamento, li que o filme foca na ruptura do que se idealiza e no sofrimento que é enfrentar as coisas na frieza que elas verdadeiramente consistem. Mas é também uma chance de, como em Juno e Encontros e Desencontros, ver uma história possível e plausível, identificar-se com ela – ou não – mas sem ser sacudido uma catarse emocional, tudo isso ao som de uma bela trilha sonora (é boa mesmo, @djmisscloud presenteou-me no Natal com as músicas, amei!).

E se uma história de amor como esta não lhe causa identicação ou lhe convence, o vazio do trabalho (Tom é redator de cartões de felicitações) ou mesmo a solidão quando as coisas dão errado podem lhe soar bastante familiares. 🙂

P.S. Duas figuras que me prenderam no filme que, na verdade, é muito centrado no casal. Rachel, irmã de Tom (Chloe Moretz, uma adolescente, mas ótima no papel) que é o Grilo Falante, a coerência da vida e a mente análitica da vida do irmão mais velho, e Paul (Matthew Gray Gubler), que é um melhor amigo do protagonista tão humano que causa estranheza a quem o assiste no seriado Criminal Minds. 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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