#30DiasSemRacismo

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Eu já falei sobre este tema aqui, citando o sistema de cotas da universidade pública na qual estudei.

Quando eu fiz jornalismo na UFPR não tinha um negro nas turmas (4 anos de faculdade), embora dois dos jornalistas reconhecidos (tipo, da Globo local) fossem ex-alunos de lá e negros (Herivelto Oliveira e Dulcineia Novaes), com imensa credibilidade com o público e papeis importantes na emissora onde trabalhavam.

Lembro de quando Herivelto eventualmente ia na faculdade: todos o adoravam. E atendi Dulcineia no Procon (onde trabalhei na assessoria de imprensa), por isso sei da sua competência e do quanto ela era bem quista nacionalmente para lidar com temas que exigiam confiança do telespectador.

Então, honestamente, acho que falta sim muita igualdade. Mas também falta um pouco do “se admitir ou se conhecer negro” para que essa igualdade tenha sentido. 

Leia também: haafu ou junsui: o bullying contra o mestiço de japonês 

Um mestiço como eu (japonês com alemão) sempre se vê e se diz japa. Mas nem sempre um mestiço se vê e se diz preto. 

Será que essa desigualdade que está lá dentro das pessoas tem jeito?

Esse assunto é tratado na fanpage Quando me descobri negra:

E sobre a universidade:

O acesso à universidade pública é um caso de desigualdade. Até a criação dos programas de cotas, as vagas nas universidades públicas, principalmente as dos cursos mais disputados e de maior prestígio, eram preenchidas quase em sua totalidade por estudantes brancos e oriundos de escolas particulares, ocasionando uma exclusão dos alunos negros, indígenas e provenientes de escolas públicas. Segundo dados do Ministério da Educação, em 1997 o percentual de jovens negros, entre 18 e 24 anos, que cursavam ou haviam concluído o ensino superior era de 1,8% e o de pardos, 2,2%. Em 2013 esses percentuais já haviam subido para 8,8% e 11%, respectivamente. 

Leia também: Afrobetizar a escolaQuantos professores negros você teve?, Afrobetizando os professores.

O movimento #30diassemracismo:

Todos os dias presenciamos situações que, apesar de corriqueiras e supostamente normais, são preconceituosas e causam danos (diretos e indiretos) às pessoas negras no Brasil.

Desafie-se diariamente a praticar a empatia, descubra novas perspectivas e tire, de uma vez por todas, o racismo da sua vida.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.