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E aí pessoal, tudo bem?

Há alguns dias eu (e acho que todo mundo) terminei de assistir 3%. Claro, na hype, entre escolher ver uma série nova, curta e brasileira e qualquer outra coisa da CW, todo mundo é um pouquinho patriota.

E claro, com uma novidade, vem sempre as críticas de todos os lados. 


Ainda mais quando uma empresa que produz séries enormes de padrão americano como a Netflix investe em produzir uma série nacional, de ficção, com estética brasileira e que não usa figuras do glamour brasileiro internacional (quase um elenco do Stranger Things nacional, só que sem as crianças). E pra piorar, é com uma temática do tipo Black Mirror. Dá pra tentar pensar mais fora da caixinha que isso?

Então, digamos que as críticas sejam parte do processo de inovação desse modelo todo, que ainda bem que a Netflix está fazendo a parte dela pra que isso aconteça. 
Parte das polêmicas em torno da primeira série original Netflix produzida no Brasil é por conta da história da própria série. Há 8 anos, 4 amigos do curso de Audiovisual da USP se uniram e fizeram três episódios pilotos de uma ideia inspirada. Jogaram no YouTube, a história conquistou fãs (mundo afora) e viralizou.

Fã é o cara passional.

Mesmo sendo o mesmo grupo de diretores, sob a orientação geral do cara do Cidade de Deus, muita coisa mudou nesta nova produção.

E a galera das antigas reclamou.

Escolhemos ver primeiro o novo, depois o original. E talvez por isso gostamos. Mas é aquela coisa: Sci-fi e distopias não são pra qualquer um!


A ideia inicial continua lá:

3 por cento, ou 3%, é uma série brasileira de ficção científica que se passa em um mundo no qual todas as pessoas, ao completarem 20 anos, podem se inscrever para um processo seletivo que os levará a um “novo mundo”, cheio de oportunidades e promessas de uma vida melhor. Apenas 3% das pessoas são aprovadas para ingressarem nessa área, mas, até lá, um processo bastante cruel é imposto aos candidatos.

Lá atrás foi uma produção da Maria Bonita Filmes com a colaboração do programa do governo FICTV/Mais Cultura. Hoje tem a Netflix mundial por trás e isso explica a mudança da estética (no Brasil os telespectadores reclamaram muito do figurino e dos cenários, por exemplo) e a boa aceitação fora do Brasil.

O blog esteve no painel de 3% na CCXP e a recepção lá foi legal. Gostamos de ouvir os diretores contando da luta para emplacar esse projeto e a alegria por ver o resultado atual. E vimos parte do elenco, bem feliz, nem aí para as críticas, invadir o palco e confraternizar com os caras.

É isso aí: 3% tem que ser motivo de comemoração.

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