12 anos de escravidão é a história de pessoas que tiveram que escolher entre viver e sobreviver (por @AlineKelly)

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Entra em cartaz essa semana o tão esperado e aclamado 12 Anos de Escravidão. Baseado na autobiografia publicada em 1853 do violinista Solomon Northup (interpretado por Chiwetel Ejiofor), um homem negro e livre do estado de Nova York que é sequestrado e vendido como escravo. Enfrentando a crueldade (personificada pelo perverso dono de escravos interpretado por MICHAEL FASSBENDER), bem como inesperadas gentilezas, Solomon luta não só para sobreviver, mas também para manter sua dignidade.

Tive a oportunidade de em nome do @avidaquer assistir a cabine de imprensa deste excelente longa-metragem que recebeu 9 indicações ao Oscar 2014, entre elas de melhor ator e diretor. O diretor do filme, Steve McQueen, pode ser o primeiro diretor negro a receber o Oscar. Eu ficarei na torcida que isso aconteça, só para calar a boca de um certo crítico que hostilizou McQueen durante a premiação do NYFCC – New York Film Critics Circle (saiba +) 😀

O filme é daqueles que corta a alma sabe? Ao fim você fica com um nó na garganta. Como disse o crítico do New York Times, Manohla Dargis, “é o primeiro filme que torna impossível continuar vendendo mentiras e mistificações sobre escravidão por mais de um século“.  O filme toca na ferida, mostrando o quanto o negro era objetificado, visto como propriedade particular, e tratado com total desrespeito e desumanidade.  Não que em algum momento da vida eu tivesse pensado que tivesse sido diferente, mas ver os detalhes da história de alguém que viveu na pele a escravidão, faz com que passemos a refletir sobre uma nova ótica.  É bem diferente de quando lemos sobre a escravidão na aula de História.

Era impossível durante o filme não pensar na situação daqueles que nunca foram livres, que nasceram, viveram e morreram escravos, e que por aqui não foi nada diferente. Não é só a história de um músico americano, é a de tantos afrodescendentes que vieram forçados para o continente americano, minha história e de muitos de nós brasileiros. História de pessoas que tiveram que escolher entre viver e sobreviver.

Prepare-se para se emocionar!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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