mãe

“Todo mundo tem alguma coisa pra ensinar. Agora é a vez de vocês aprenderem isso realmente na prática. Tem alguma coisa que nenhum de vocês saiba fazer?”

Ser desafiado a aprender algo que não saiba já é uma aventura. Multiplique por 4!

Ao receber o tema da nossa brincadeira deste final de semana no projeto 100 coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam acabamos imergindo num verdadeiro brainstorm aqui em casa: debates acalorados, ideias mirabolantes e um monte de histórias engraçadas vieram à tona para tentar encontrar uma coisa que nenhum de nós sabia fazer, que nunca tínhamos tentado e que seria factível para todos.

Lembrando que somos um grupo heterogêneo, de 9 a 40 anos é fácil ver que a tarefa de pensar nisso foi das mais exigentes.

O que descobrimos em pouco tempo é como pensar no inusitado é lúdico. Que diversão imaginar coisas para fazermos e no meio disso contar que já fizemos! As crianças riam de histórias nossas, nós sorríamos orgulhosos das histórias deles que não vivemos juntos e fomos redescobrindo com o desafio de descobrir algo novo.

Na hora lembrei de um trecho do novo livro de Natércia Tiba:

“Quando a nossa criança interna aflora, surge um novo canal de comunicação entre nós e nossos filhos, entre nós e as crianças ao nosso redor.”

Depois de muito conversar, os meninos tiveram a ideia de olhar no seu “manual” mais especial, um livro que ganharam das madrinhas (cada um da sua, pode?) e que é o guia de traquinagens e ao mesmo tempo a ligação com outro modelo de infância: O Livro Perigoso Para Garotos, escrito pelos irmãos Conn e Hal Iggulden. Eles queriam criar cristais na janela da cozinha ou fazer uma pilha em casa, mas eu lembrei que sou menina de outra época e, apesar de nerd, nunca fui muito cientista! (risos) Foi lá que lembramos de uma coisa que nunca conseguimos fazer juntos e que, sabe-se lá como, tanto eu quanto Gui desaprendemos por completo: brincar com baralho.

Optamos por este desafio não só pela diversão garantida, mas pela nostalgia, afinal, baralho tem jeito de casa de praia com os avós e nestes dias tanto o Ditian (vô paterno) quando a Vovó Sô (vó materna) fazem 70 anos e deu saudade dos dias nas casas deles em Curitiba – e falar dos avós faz parte de outro desafio, por isso vamos deixar para depois, tá?

Achou que jogar baralho é ruim? Pois vale a pena rever seus conceitos. Os jogos de cartas promovem interação, concentração, percepção das cores, estimulam o raciocínio lógico e a resolução de problemas matemáticos (somas simples). Além disso, se jogados em duplas, como fizemos, favorecem muito o trabalho em equipe, o que faz um bem danado ao emocional e psicológico de todos.

E, no meio de tudo, acabamos fazendo sem querer uma das brincadeiras propostas no desafio: imitamos tanto os avós jogando que descobrimos um novo talento que todos tinham em comum: a encenação humorística caricata! Na próxima, nada de Song Pop ou Draw Something, vamos brincar de Stand Up Comedy!

(risos)


Royal e AVidaQuer 100 coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam

Post da série na qual, por 20 semanas, brincaremos fazendo atividades propostas com o mote “100 coisas para fazer com seu filho antes que ele cresça“.
Acompanhe a série no @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae@pontecialtweet @RoLippi e @cozinhapequena e na fanpage da Gelatina Royal que nos convidou para brincar!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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